Ele tinha que estar vestindo aquela camisa?

 

Pois é, nem tudo está sob o controle dos nossos super poderes publicitários! Na última terça-feira o mundo viu ao vivo, na telinha da Globo, um troglodita usando seus dotes gorilais para pular a grade de proteção e protagonizar uma cena lastimável que demonstrou o natural deslocamento de massa encefálica para a musculatura.

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Tiago Ciro, o homem que protagonizou a bagunça durante a divulgação das notas das Escolas de Samba.

A apuração das notas atribuídas às escolas de samba de São Paulo foi uma cena constrangedora não só para os telespectadores, mas decepcionante para quem depositou muitas fichas no patrocínio da Império de Casa Verde, escola que abrigava embaixo de seu guarda-sol o marombado ignorante que atende pelo nome de Tiago Ciro. O rapaz, num ataque de fúria e não concordando com a maneira como o processo de julgamento estava sendo conduzido, pulou as grades que separam a torcida dos jurados e por fim chegou até à mesa onde se apropriou das notas do último jurado e as rasgou jogando num banheiro químico.

Na camisa usada pore ele, uniforme da agremiação que representava, estava a marca Transitions, uma lente fabricada pela Varilux que tende à transparência quando se está num ambiente escuro e escurece quando exposta à luz.

Mas será que tal exposição poderia embaçar a imagem da marca? Minha resposta é sim. Nenhuma marca espera ver sua imagem associada a escândalos. Há situações mais emblemáticas que nos mostram a reação imediata das marcas no sentido de agir para se desvincular do protagonista de um episódio negativo. Uma delas é o caso do Ronaldo Fenômeno, então contratado pela TIM e que se envolveu numa confusão com 3 travestis. Logo após a divulgação, a empresa rescindiu o contrato com o jogador e o retirou de qualquer aparição em comercias da operadora.

Mas até que ponto estas situações podem afetar a reputação de uma marca? Vou responder comentando um exemplo inverso desta situação e pra livrar a barra do ex-jogador, eu o cito novamente. Em alguma Copa do passado, o mesmo Ronaldo foi pago para levantar o dedo indicador cada vez que fizesse um gol. A ação foi planejada pela Brahma e sua respectiva agência de publicidade na época e era mais um ponto de contato do consumidor/telespectador com a marca, mas num momento muito intenso, o momento mais esperado do brasileiro que é o gol. Esta associação era eficiente porque havia por trás desta estratégia todo um planejamento de mídia cujo resultado era a exposição das pessoas levantando o dedo para a “número 1”. Nada melhor do que ver sua marca sendo lembrada num momento de muita euforia dos consumidores e o objetivo era atingido: ponto positivo para a marca.

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Ronaldo com o indicador levantado após o gol.

 

O caso Transitions acabou tendo o mesma efeito, mas de forma reversa e é claro, em menor intensidade. Para aqueles que vivem de forma intensa a disputa das escolas de samba de São Paulo e até para aqueles que acompanham o evento que tradicionalmente é televisionado, a maneira “bandida” como tudo aconteceu respinga de forma negativa na marca. É claro que isso não significará em redução das vendas do produto e muito menos que qualquer pessoa vá se lembrar do ocorrido na hora de comprar os óculos, mas as marcas devem tomar muito cuidado com as pessoas que “vestem” suas camisas. Os efeitos começam a se tornar preocupantes quanto maior a intensidade de acontecimentos negativos e quanto maior a ligação do protagonista com a marca.

Neste caso específico o dano só não foi maior por dois motivos: O troglodita é um anônimo, pelo menos para grande parte da população e não há um envolvimento direto dele com a Marca, ou seja, ele não era o garoto propaganda.

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To fazendo cocô enquanto ando.

Tudo bem, assumo que o título é de péssimo gosto, pouco criativo e uma adaptação politicamente correta do “Estou cagando e andando”, mas não estou aqui para ficar justificando meus temas, muito menos alinhando à esquerda, direita ou centralizando…. (nossa, essa foi de matar), mas para falar de um tema que já virou guerra no Facebook.
Sou rodeado de amigos com opinião formada. Estes amigos são decididos no que falam e principamente na justificativa do porquê adotam sistemas operacionais diferentes do que eu uso. Bom, quando falo que estamos “brigando” numa discussão no Facebook, é porque tem gente levando muito à sério esta guerra entre as grandes.
Um pouco antes da virada do milênio resolvi experimentar dar uma mordida na maça. Comprei um Apple Performa 6320 que prometia ser uma máquina para trabalhar com editores de imagem. A decepção foi grande, a máquina simplesmente não rodava e teve o castigo que merecia: desmontei cada peça e tentei aproveitar em outros PCs que tinha. Hd num canto, teclado no outro, monitor alí e o resto no lixo.

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Prometi para mim mesmo que nunca mais compraria um MAC, mas promessa pra si próprio nem sempre deve ser levada tão à sério, vide as constantes promessas de se começar um regime na segunda-feira.
Em 2010 descumpri o prometido e comprei logo de cara um MacBookPro de 13″ e um iPhone3G. Os comentários dos iFans já apontavam para máquinas que correspondiam, foi o que comprovei. Não tenho do que reclamar e pra não deixar barato, acabei trocando o smartphone pelo iPhone 4, comprei um computador para uso da família e não tive dúvida ao escolher um MacMini e mais recentemente, depois de ouvir muito minha esposa reclamar do Notebook CCE que havia comprado para ela há 2 anos, dei um iPad2 de presente e vi o quanto isso mudou a relação dela com tecnologia.
Falei, falei e queria ressaltar esta última frase. “ela mudou a relação com a tecnologia”.
A Apple é “xingada muito no twitter”, mas o é porque faz. A obstinação de Steve Jobs pela qualidade e superioridade sempre foi muito clara. Conta-se que certa vez ele ligou insistentemente para um de seus colaboradores mas o cara não atendia o celular porque estava na igreja. Ao sair, retornou a ligação e a insistente tentativa de Jobs em falar com ele era para dizer que estava incomodado com uma das cores do logotipo de um parceiro dentro do iPhone.
Essa busca incessante pela qualidade e pelo topo é a cara da Apple. Usar um produto da maça é uma experiência incrível. Alguns dizem que é uma prisão, pois não se pode compartilhar arquivos por bluetooth. Outros dizem que a Apple tem seu próprio mundinho formado por mauricinhos e patrinhas que gostam de se exibir. Bom, cada um é cada um, mas minha opinião talvez vá um pouco de encontro ao que eles falam. Eu não preciso compartilhar nada por bluetooth se a cada dia que passa vemos o conceito de “núvem” cada vez mais presente, pelo menos para a Apple com seu iCloud. Quanto à mauricização dos usuários, discordo completamente de quem diga isso. Um Apple é caro, concordo, mas pode ser comprado em 12 parcelas que cabem em qualquer bolso. Mas o barato está depois disso, sabe porque? O sistema operacional da Apple já vem instalado, eu não preciso pagar uma grana a mais para ter o Windows. Ah, saiu uma atualização? Não tem problema, por US$ 30.00 você atualiza. Quer comprar aplicativos? Basta clicar na “maçazinha” que fica no lado esquerdo da barra superior da tela que abre-se um mundo mágico de aplicativos muito úteis a preços baixíssimos.
E se eu precisar formatar? Não, você não precisa formatar sua máquina. A leveza do Sistema Operacional é o grande diferencial deste universo.
Aos meus amigos que gostam de atacar a Apple e acusá-la de elitista, saibam que isso não tem afetado as vendas, aliás, o efeito tem sido contrário. O maior caixa dos EUA são da Apple. O valor de cada ação da Apple passou na última semana os US$ 500.00 e a experiência dos usuários cada vez mais intensa com as novidades anunciadas estrategicamente pelo Tim Cook.
Pra finalizar, continuo fazendo cocô e caminhando para o que falam. Se você gosta da telinha azul, faça bom proveito, o azul  faz bem para os olhos, acalma. Se você gosta de brincar de montar e desmontar máquinas, se gosta de formatar e instalar programas de 6 em 6 meses e se gosta de limpar o cache da máquina com uma certa frequência, sua experiência com a Apple vai ser chata, mas muito chata.

Quer conhecer um pouco mais sobre o mundo da Apple, te aconselho ouvir o CocaTech, um podcast diário incrível que vai te seduzir para este mundo da maça. O Gustavo, seu condutor diário, consegue manter um nível incrível na quanidade e qualidade de informações. Entra lá.http://feeds.feedburner.com/cocatechpodcast

Você é macho o suficiente?

Com esta pergunta a joalheria Blue Nile criou uma ação nas mídias sociais no mínimo inusitada. A campanha convida os homens a mandarem vídeos ou textos contando histórias que mostrem suas masculinidades. O ponto de apoio da mecânica de funcionamento desta campanha são as plataformas on-line para postagem de vídeos, o youtube e o site Funny or Die’s.

Se por um lado a campanha acaba sendo muito “popular” por buscar expor a masculinidade dos homens e talvez expor os extintos mais “animais” dos homens, por outro, cria uma aproximação com um perfil de consumidor que tem sempre ao seu lado uma mulher ansiosa à espera de uma Jóia.

A campanha foi pensada também para se tornar uma ação de fácil viralização. Como o apelo à demostração da masculinidade acabará quase sempre levando ao envio de vídeos com um tom humorístico, há uma grande chance de tais links serem repassados a outras pessoas.

O prêmio para o mais “macho”, além de uma jóia, é uma viagem a Manhattan acompanhado pela acompanhante para assistirem juntos à abertura do Black friday na bolsa de valores Nasdaq. O Black Friday é um dia cheio de promoções e novidades nos EUA e acontece logo em seguida ao dia de ação de graças. A data é a abertura do Período de compras para o Natal.

Chiiii, errei!

Enquanto isso, no Walmart. Este produto custava US$ 10. Aproveite que agora ele está em promoção, está custando apenas US$ 10.

Errar é humano. Humanos erram. Eu erro, tu erras, ele erra, nós todos já erramos um dia. A diferença é que uns assumem e outros preferem manter a imagem de perfeitos. Fazer campanhas publicitárias ou ações promocionais nas mídias sociais virou moda, não apenas porque é mais barato investir neste meio, mas porque todo mundo está lá.  Isso é perfeitamente justificável, veja só como o mercado publicitário traça um movimento de ir e vir sempre em busca da atenção do consumidor.

Até uma ou duas décadas atrás as propagandas mantinham-se comportadas entre dentro do break, mas parece que a vontade de fazer xixi começou a aumentar e as pessoas descobriram este intervalo como uma grande oportunidade de fugir do discurso cada vez mais convincente da propaganda. O que vimos acontecer foi uma migração das mensagens publicitárias para os as chamadas ações de “merchandising”.

Este movimento também pode ser visto nas mídias sociais. Quando o finado Orkut foi criado, todos acharam que o Google estava ali oferecendo seus serviços de forma benevolente como forma de contribuir com uma sociedade mais justa. Bem, não quero tirar o mérito da empresa californiana, mas mais tarde perceberíamos que o Google soube muito bem aproveitar aquele período para nos conhecer bem e hoje é o gigante das propaganda na web através do adwords.

Esta oportunidade de usar este novo espaço atraiu muitas empresas e hoje a receita destas empresas como o próprio Google e o Facebook vem das propagandas. Mas será que o resultado é certo? Basta arrastar minha empresa para onde as pessoas estão que estarei “bem na fita”? Não.

Separei algumas dicas do Storefront Social que achei interessantíssimas para uma tomada de decisão antes de partir para uma ação on-line.

1. A imagem da marca precisa ser preservada.

Se você é palmeirense, não queira se apresentar como corinthiano numa campanha específica só para agradar os participantes daquela comunidade. Os corintianos perceberão que você não está sendo sincero. O Walmart deu um belo exemplo de como “não fazer” nas mídias sociais. Em 2007, ao ver um concorrente encerrando com sucesso uma campanha no facebook, resolveu entrar de cabeça na rede, mas como não daria conta de atender às demandas do relacionamento respondendo aos usuários, decidiu restringir a participação deles. O efeito foi reverso. Grupos se uniram para criticar a empresa. Este é o resultado de uma empresa que ouve os consumidores na vida real mas restringe no universo on-line

2. Incapacidade de identificar o público

É imprescindível que você conheça o público se quer fazer com ele e se que partir para uma ação de marketing. Alem disso, é necessário saber em qual mídia social este target está.

3. É preciso saber se relacionar

Você consegue imaginar a seguinte situação? Você está numa rodinha de amigos numa festa e de repente entra um cara que ninguém conhece, cumprimenta, “curte” uma fala sua e já aproveita o gancho e faz um comentário te oferecendo um produto, que alias, tem tudo a ver com o papo. Você vai gostar disso? A não ser que você esteja muito mesmo querendo este produto, provavelmente todos acharão que o cara é um intruso e muito abusado. É preciso saber se relacionar, participar de cada conversa sabendo se colocar sem ser invasivo. Realacione com os usuários, não force a barra.

Existem muitos outros pontos que devem ser levados em conta quando nosso intento é se relacionar com nossos público alvo. Estes são apenas alguns deles. Se sua necessidade é trabalhar com mídias sociais, tente entender a cada dia os movimentos que este novo ambiente faz. As mudanças são muito rápidas e perder uma pequena mudança pode fazer toda diferença no resultado de uma campanha.

Fala baixo moleque, seu irmão ta dormindo!

Olhaí, Olhaí dona de casa, vamos chegando, vamos comprando!

Se você não é filho único e por acaso chegou antes de algum do(s) seu(s) irmã(s), deve ter ouvido sua mãe pedir para você falar baixo e evitar gritar para não acordar o pobre do bebê que desfruta de uma soneca. Esta ação de falar mais alto pode ser pura distração da criança, que no auge da sua empolgação acaba se excedendo ou até mesmo um sintoma de que seu reinado está chegando ao fim. Sim, a chegada de um irmão é altamente estressante para as crianças e a explicação é simples: Toda atenção antes dedicada a ela será dividida e pior, esta divisão nos primeiros meses de vida do “cara de joelho” pode ser desigual, visto que ele necessitará de uma maior atenção.

Mas porque esse bla-bla-bla? Você sabia que os comerciais de tv ganham um “up” no volume que é bem superior ao do conteúdo da programação normal?  Segundo pesquisa encomendada pelo jornal Folha de São Paulo,  a diferença entre os “plim-plins”, ou seja, a programação normal e o break chega a 5 decibéis na maioria dos canais. E isso está cada vez mais evidente nos canais fechados. Não sei se a comparação de que o irmão mais novo da tv, a internet, está interferindo nisso, mas os comerciais estão gritando cada vez mais alto para chamar a atenção dos consumidores.

Outro fato curioso constatado nesta mesma pesquisa é que esta variação do volume é “inocentemente” maior nas programações cujo conteúdo seja destinado ao público infantil. Que coisa, hein!

Mas como barrar isso?

Nós já conhecemos o pais em que, por mais que sejam criadas leis para tentar regulamentar alguma coisa, a distância entre o que está publicado no Diário Oficial e a prática é muito grande, ou seja, sempre haverá um afrouxamento e tudo acabará em pizza. No que tange ao barulho,  a lei 10.222/01 é clara ao dizer que “Os serviços de radiodifusão sonora e de sons e imagens padronizarão seus sinais de áudio, de modo a que não haja, no momento da recepção, elevação injustificável de volume nos intervalos comerciais”, mas não há fiscalização e a Anatel se cala.

Sem esta fiscalização eficiente por parte da Anatel, a propaganda brasileira ganha ares de feira livre onde a busca por vender mais acaba sendo disputada no grito. Quem grita mais tem a chance de chamar mais a atenção e vender mais. Será que precisamos disso? Acho que não.

Se esta “forcinha” que os veículos estão dando aos anunciantes tem acontecido sem nenhuma voz que se erga e diga que eles estão falando muito alto, a Procuradoria Regional dos direitos  do Cidadão em São Paulo, órgão ligado ao Ministério Público Federal,  entrou com um pedido para que a Anatel seja obrigada a exercer o controle importo pela lei e puna as televisões que podem ficar de 30  a 90 dias com suas programações suspensas.

Falando como publicitário, nada como ganhar um destaque no comercial, mas enquanto consumidor, considero este aumento do volume um desrespeito à minha escolha.

Abraços e Quieta nenê.

Samuel Gatti Robles é publicitário, especialista em Gerenciamento de Marketing e mestrando em psicologia dos usuários de mídias sociais pela Universidade Federal de São Carlos.

Pai, mãe, sou heterosexual!

Imagina o momento mais sagrado do dia quando pai, mãe e filho se encontram para compartilhar os momentos agradáveis, o que fizeram, o que não fizeram, mas uma mancha de batom na camiseta do garoto provoca uma reação em seus pais que o faz revelar aquilo que ha muito tempo guardava dentro de si, sua condição de heterosexual.
Embora isso não passe de uma cena muito bem criada e dirigida, sera que um dia as coisas não caminharão para este tipo de sociedade?

QR Code

QR code da localização do prédio histórico da Igreja Presbiteriana de São Carlos.

Você já deve estar percebendo ao seu redor algumas imagens estranhas compostas por pequenos quadrados pretos que não fazem nenhum sentido. Ela pode não significar nada para você, mas está mostrando o sentido da interatividade, da junção de ações off e on-line. O QRcode, do inglês Quick Responde Code, ou Código de Resposta Rápida, já é usado nos EUA e Europa há um certo tempo, mas começa a ser descoberto pelas agências de publicidade brasileiras que descobriram a ferramenta como uma excelente ponte ligando as peças impressas ao universo ilimitado da internet.
As possibilidades são inúmeras e vão desde a geração de um cupom, abertura de um site, um cadastro ou até traçar rotas através de geo-processamento. E quanto custa isso? Nada, simplesmente nada. Clientes, agências e simpatizantes podem construir seu próprio código e sair “escaneando”. Veja como é simples. O código pode ser gerado a partir de alguns sites e até apps para smartphones. É possível criar códigos contendo uma frase, um número de telefone para onde será feita a ligação a partir da leitura, SMS, coordenadas de posicionamento para localização em mapas como o google maps, V-Cards, que são cartões de visita contendo os nomes de um contato. Um gerador legal de QRcode que eu utilizo muito é o http://www.goqr.me, ele é simples mas muito eficiente. Se você quer criar um qrcode com uma posição geo-referenciada para ser direcionada para o Google Maps, o procedimento do próprio google é esse: Encontre um lugar no google maps, clique com o botão direito do mouse e escolha a opção de centralizar o mapa. Vá no ícone que parece 3 elos de uma corrente e marque a opção “URL curto”. O sistema gerará um encurtamento da URL. Alí mesmo naquele campo, acrescente o que está entre aspas: “.qr”. Copie esta url completa e coloque na barra de navegação de seu browser e dê um enter. Será gerado um qrcode daquela exata posição. Caso sua intenção seja imprimir, você talvez precise desta imagem com maior resolução/tamanho. Observe que a URL foi alterada. Nela você deve encontrar em algum lugar o tamanho original do código, ex: 150×150. Altere para o tamanho (em pixels) que você quiser, por exemplo, 500×500.

Algumas campanhas têm sido feitas utilizando-se desta tecnologia, principalmente aquelas que levem as pessoas a uma experimentação real e um envolvimento com a marca. Há um mês eu dei uma passada pelo Shopping Piracicaba e vi uma destas peças. O colégio Dom Bosco chamou as pessoas para uma interação em seu mural no facebook.
Além da publicidade, a conexão entre os mundos virtual e real pode ser encontrada em diversas áreas. Uma bem inusitada pode ser degustada num restaurante em Boston, o Taranta. O Chef daquela cozinha resolveu inovar imprimindo no meio dos seus pratos um QRcode com a história de cada alimento.

QR Code com a informação sobre a refeição servida. A impressão é feita com uma tinta comestível.

Gostou? Comece agora a pensar em quais situações você poderia usar o QRcode e partir para o abraço, ou para o scan.
Esta foi apenas uma pincelada no tema. Em breve eu falo mais um pouco sobre isso.

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Corridas informativas

Quieta Nenê!!
Após uma passada pelo meu cardiologista há aproximadamente 1 ano, precisei mudar algumas condutas. O engraçada, para não falar em trágico, é que tudo aquilo que mais gosto de comer e tomar sofreu uma alteração. Pare de comer pizza. Retire o pão da sua vida. Pare de comer carne. Pô, eu gosto de fazer tudo isso, eu sempre comi muita massa, eu sempre fui feliz desse jeito. Pois é, e além destas imposições com o propósito de poupar meu colesterol que subiu a níveis nunca antes atingidos, fui orientado a praticar esporte. Eu nunca na minha vida pensei que um dia eu precisaria praticar um esporte por orientação médica, isso sempre foi feito com muito prazer.

Logo do Podcast


Sempre joguei futebol. Desde criança a bola era uma grande companheira (embora ela não pensasse isso de mim), sempre joguei futsal com os amigos e curtia muito isso. Outro esporte que me empolgava muito foi o Taekwondo, cheguei à faixa ponta azul e dava muita porrada, principalmente com minha perna extra-plus, conseguia uns chutes interessantes.
Mas parece que tudo isso perdeu um pouco de sentido depois que comecei a correr. Sempre achei um esporte chato, talvez porque é praticado sozinho, solitário, mas também porque geralmente as pessoas não sorriem ao chegar de uma corrida, mas chegam acabadas. Comecei a treinar e curti a prática.
Não vou dizer que sou um Queniano correndo, mas faço com tranquilidade os 5km que para mim estão na medida. Mas como tentar dar uma pitada de prazer a este esporte? Basta um fone de ouvido e uma boa música. Comecei a correr ouvindo música boa: Take 6, Nova Jerusalém, Toto, mas ultimamente tenho aproveitado o tempo de desgaste físico e busca pela queda do colesterol para me informar. Montei uma seleção de podcasts muito interessante: Hora do Mac, iPhone Hoje, Itech Hoje, MestreCast, CBN (Tecnologia), Vladimir Campos Podcast e CocaTech.
Estes podcasts são feitos como nós, amantes de tecnogia e que têm em comum a vontade e disposição de compartilhar conteúdo, informação. Alguns são profissionais da área, outros simplesmente apaixonados pelo que falam.
Mas o grande problema de tudo isso é a frequência de postagem. Acabo de ouvir um iTech Hoje agora e fico agora mais um bom tempo aguardando a chegada do próximo. Mas se você sofre de ansiedade e está apresentando sintomas da SAP, a síndrome de abstinência de podcast, sugiro tentar acompanhar o CocaTech, um podcast diário, feito pelo Gustavo Farias, um cara que curte os iBrinquedos e que fala sozinho em podcasts que duram em média 50 minutos e têm uma frequência diária. O mais interessante é ver que ele não “enche linguiça”, mas consegue manter uma linha de programa bem consistente, densa, e como ele mesmo diz, o podcast é uma “dose diária de tecnologia”.
Caso você tenha se empolgado com minha dica para te acompanhar nas corridas, sugiro instalar o iTunes e baixar todos os podcasts numa seção específica sobre tecnologia.
Abraços

Mídias Sociais: Como entender as mudanças?

Intercon
Se há algo que tenho feito ultimamente é frequentar todo tipo de evento sobre mídias sociais. Já fui em vários e só não vou em todos porque meus compromissos profissionais me impedem de sair de São Carlos e rodar 238Km até chegar ao centro do Brasil que é Sampa. Lá é onde tudo acontece.
No último sábado fui para São Paulo onde aconteceu o #InterCon, um evento destinado a esta nova relação do homem com a máquina e a comunicação com o mundo e dentre as várias opções de ambiente, lá estava a sala da Social Media. Ouvi muita gente falando sobre tudo o que há de mais novo em tendências de planejamento e ações em mídias sociais, mas ao final do dia, quando me dirigia ao Tietê (não o rio, mas o terminal), pensava na quantidade de informações e o quanto que eu estava absorvendo de tudo aquilo.
A conclusão que cheguei foi a de que não importa o volume absorvido, mas a minha exposição a esta avalanche de informações que de alguma forma estão alocadas em algum espaço do meu cérebro e ajudam a compor o repertório daquilo que tenho me dedicado a estudar: As mídias Sociais.
Por hoje é só!

Quando percebemos que não sabemos nada

Edney Souza, o @interney

Hoje foi um dia especial. Interrompi minhas leituras pesadas dos textos sobre comportamento, esquemas de reforçamento e Lei da Igualação do meu mestrado para participar de um evento on-line promovido pelo #paposnarede direto “dos estúdios” da @chilli_com em Araraquara. Na verdade o evento aconteceu metade lá e metade em SP, onde estava o convidado do bate papo, nada mais, nada menos que o Edney Souza, conhecido no twitter por @interney.
Sigo o @interney há algum tempo no twitter mas digo que parar para ouvi-lo durante mais de uma hora e meia me fez entrar em depressão. É, achei que seria bom, e foi, foi tão bom que descobri que nada sei sobre mídias sociais. O cara é muito bom. Ele vomita estratégias de ação digital de uma forma tão natural que me fez refletir um pouco sobre os rumos que preciso tomar quanto aos estudos que tenho feito sobre esta área.

Chega por hoje. Quieta Nenê!