EU SOU NOMOFÓBICO

Vou dar uma pausa agora nas minhas cutucadas do Facebook, nas freqüentes Twittadas e na minha cyber-ambição dentro do Foursquare de conquistar a cidade inteira pra voltar depois para o Facebook e compartilhar com todos que sou o maior Mayor da região. Essa parada é pra falar de um assunto sério, um assunto que tem me preocupado há algum tempo. No ano passado eu assisti a um vídeo criado pela operadora de telefonia celular Chinesa Dtac que sugeria que as pessoas se desconectassem um pouco de seus portáteis em prol de relacionamentos humanos presenciais. Chorão do jeito que eu sou que até roteiro de propaganda me faz escorrer lágrimas, eu me sensibilizei com aquela ideia que, por mais que fosse uma sequência de imagens simplesmente figurativas, me falava de maneira muito forte. Comecei a ler mais a respeito disso e descobri que era um nomofóbico.

O termo nomofobia vem do inglês nomophobia, ou NO MObile PHOBIA, que é a angústia de pessoas que não conseguem se desligar de seus dispositivos móveis. Embora eu já tivesse me esquecido do comercial chinês, outro dia eu estava vendo uma matéria na tv sobre o que um jurado pode e não pode fazer durante os dias em que ocorre um julgamento. Além das muitas restrições, não é permitido estar acompanhado pelo celular. “Aí sim, fui surpreendido!” Como não? Comecei a suar de desespero só de pensar num oficial de justiça batendo à porta de casa.

Este  problema cresce à medida em que os smartphones se popularizam. De um HiPhone chinês  até um original Apple, pessoas de todas as classes sociais têm comprado seus gadgets que fazem muito mais que ligações telefônicas, mas são janelas para um mundo virtual maravilhoso. Este paraíso intangível que chega através de uma rede 3G ou wifi oferece muita informação, muito entretenimento e relacionamentos digitais, mas o fascínio pelo prazer que se encontra no lado de lá da tela através destes eletrônicos tem levado muitas pessoas a uma dependência difícil de se livrar. A gente só percebe mesmo que a coisa está ficando séria quando vemos que o Hospital das Clínicas de São Paulo mantém um laboratório para tratar os casos de cyber-dependência.

Mas será que dá pra voltar pra trás? Eu até tento aos poucos evitar colocar meus dedos sobre o teclado touch screen do meu celular, mas confesso que a ansiedade de ler uma nova menção ou um comentário numa postagem minha é muito grande.

Chega de pausa. Preciso voltar ao Facebook. Como diz um amigo meu: Meu trabalho está interferindo no uso das minhas mídias sociais.

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Publicado em 19 de março de 2012, em Uncategorized. Adicione o link aos favoritos. 2 Comentários.

  1. Interessantíssimo. Me identifiquei com a mesma “síndrome”. E o comercial realmente comove e arranca lágrimas de emoção. Obrigado por compartilhar!

  2. todas as vezes que toca o celular eu atendo e estou prescisando de um piscicologo me ajudem o prfessor de matematica disse que eu estou doente

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