Arquivo mensal: fevereiro 2012

Ele tinha que estar vestindo aquela camisa?

 

Pois é, nem tudo está sob o controle dos nossos super poderes publicitários! Na última terça-feira o mundo viu ao vivo, na telinha da Globo, um troglodita usando seus dotes gorilais para pular a grade de proteção e protagonizar uma cena lastimável que demonstrou o natural deslocamento de massa encefálica para a musculatura.

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Tiago Ciro, o homem que protagonizou a bagunça durante a divulgação das notas das Escolas de Samba.

A apuração das notas atribuídas às escolas de samba de São Paulo foi uma cena constrangedora não só para os telespectadores, mas decepcionante para quem depositou muitas fichas no patrocínio da Império de Casa Verde, escola que abrigava embaixo de seu guarda-sol o marombado ignorante que atende pelo nome de Tiago Ciro. O rapaz, num ataque de fúria e não concordando com a maneira como o processo de julgamento estava sendo conduzido, pulou as grades que separam a torcida dos jurados e por fim chegou até à mesa onde se apropriou das notas do último jurado e as rasgou jogando num banheiro químico.

Na camisa usada pore ele, uniforme da agremiação que representava, estava a marca Transitions, uma lente fabricada pela Varilux que tende à transparência quando se está num ambiente escuro e escurece quando exposta à luz.

Mas será que tal exposição poderia embaçar a imagem da marca? Minha resposta é sim. Nenhuma marca espera ver sua imagem associada a escândalos. Há situações mais emblemáticas que nos mostram a reação imediata das marcas no sentido de agir para se desvincular do protagonista de um episódio negativo. Uma delas é o caso do Ronaldo Fenômeno, então contratado pela TIM e que se envolveu numa confusão com 3 travestis. Logo após a divulgação, a empresa rescindiu o contrato com o jogador e o retirou de qualquer aparição em comercias da operadora.

Mas até que ponto estas situações podem afetar a reputação de uma marca? Vou responder comentando um exemplo inverso desta situação e pra livrar a barra do ex-jogador, eu o cito novamente. Em alguma Copa do passado, o mesmo Ronaldo foi pago para levantar o dedo indicador cada vez que fizesse um gol. A ação foi planejada pela Brahma e sua respectiva agência de publicidade na época e era mais um ponto de contato do consumidor/telespectador com a marca, mas num momento muito intenso, o momento mais esperado do brasileiro que é o gol. Esta associação era eficiente porque havia por trás desta estratégia todo um planejamento de mídia cujo resultado era a exposição das pessoas levantando o dedo para a “número 1”. Nada melhor do que ver sua marca sendo lembrada num momento de muita euforia dos consumidores e o objetivo era atingido: ponto positivo para a marca.

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Ronaldo com o indicador levantado após o gol.

 

O caso Transitions acabou tendo o mesma efeito, mas de forma reversa e é claro, em menor intensidade. Para aqueles que vivem de forma intensa a disputa das escolas de samba de São Paulo e até para aqueles que acompanham o evento que tradicionalmente é televisionado, a maneira “bandida” como tudo aconteceu respinga de forma negativa na marca. É claro que isso não significará em redução das vendas do produto e muito menos que qualquer pessoa vá se lembrar do ocorrido na hora de comprar os óculos, mas as marcas devem tomar muito cuidado com as pessoas que “vestem” suas camisas. Os efeitos começam a se tornar preocupantes quanto maior a intensidade de acontecimentos negativos e quanto maior a ligação do protagonista com a marca.

Neste caso específico o dano só não foi maior por dois motivos: O troglodita é um anônimo, pelo menos para grande parte da população e não há um envolvimento direto dele com a Marca, ou seja, ele não era o garoto propaganda.

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To fazendo cocô enquanto ando.

Tudo bem, assumo que o título é de péssimo gosto, pouco criativo e uma adaptação politicamente correta do “Estou cagando e andando”, mas não estou aqui para ficar justificando meus temas, muito menos alinhando à esquerda, direita ou centralizando…. (nossa, essa foi de matar), mas para falar de um tema que já virou guerra no Facebook.
Sou rodeado de amigos com opinião formada. Estes amigos são decididos no que falam e principamente na justificativa do porquê adotam sistemas operacionais diferentes do que eu uso. Bom, quando falo que estamos “brigando” numa discussão no Facebook, é porque tem gente levando muito à sério esta guerra entre as grandes.
Um pouco antes da virada do milênio resolvi experimentar dar uma mordida na maça. Comprei um Apple Performa 6320 que prometia ser uma máquina para trabalhar com editores de imagem. A decepção foi grande, a máquina simplesmente não rodava e teve o castigo que merecia: desmontei cada peça e tentei aproveitar em outros PCs que tinha. Hd num canto, teclado no outro, monitor alí e o resto no lixo.

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Prometi para mim mesmo que nunca mais compraria um MAC, mas promessa pra si próprio nem sempre deve ser levada tão à sério, vide as constantes promessas de se começar um regime na segunda-feira.
Em 2010 descumpri o prometido e comprei logo de cara um MacBookPro de 13″ e um iPhone3G. Os comentários dos iFans já apontavam para máquinas que correspondiam, foi o que comprovei. Não tenho do que reclamar e pra não deixar barato, acabei trocando o smartphone pelo iPhone 4, comprei um computador para uso da família e não tive dúvida ao escolher um MacMini e mais recentemente, depois de ouvir muito minha esposa reclamar do Notebook CCE que havia comprado para ela há 2 anos, dei um iPad2 de presente e vi o quanto isso mudou a relação dela com tecnologia.
Falei, falei e queria ressaltar esta última frase. “ela mudou a relação com a tecnologia”.
A Apple é “xingada muito no twitter”, mas o é porque faz. A obstinação de Steve Jobs pela qualidade e superioridade sempre foi muito clara. Conta-se que certa vez ele ligou insistentemente para um de seus colaboradores mas o cara não atendia o celular porque estava na igreja. Ao sair, retornou a ligação e a insistente tentativa de Jobs em falar com ele era para dizer que estava incomodado com uma das cores do logotipo de um parceiro dentro do iPhone.
Essa busca incessante pela qualidade e pelo topo é a cara da Apple. Usar um produto da maça é uma experiência incrível. Alguns dizem que é uma prisão, pois não se pode compartilhar arquivos por bluetooth. Outros dizem que a Apple tem seu próprio mundinho formado por mauricinhos e patrinhas que gostam de se exibir. Bom, cada um é cada um, mas minha opinião talvez vá um pouco de encontro ao que eles falam. Eu não preciso compartilhar nada por bluetooth se a cada dia que passa vemos o conceito de “núvem” cada vez mais presente, pelo menos para a Apple com seu iCloud. Quanto à mauricização dos usuários, discordo completamente de quem diga isso. Um Apple é caro, concordo, mas pode ser comprado em 12 parcelas que cabem em qualquer bolso. Mas o barato está depois disso, sabe porque? O sistema operacional da Apple já vem instalado, eu não preciso pagar uma grana a mais para ter o Windows. Ah, saiu uma atualização? Não tem problema, por US$ 30.00 você atualiza. Quer comprar aplicativos? Basta clicar na “maçazinha” que fica no lado esquerdo da barra superior da tela que abre-se um mundo mágico de aplicativos muito úteis a preços baixíssimos.
E se eu precisar formatar? Não, você não precisa formatar sua máquina. A leveza do Sistema Operacional é o grande diferencial deste universo.
Aos meus amigos que gostam de atacar a Apple e acusá-la de elitista, saibam que isso não tem afetado as vendas, aliás, o efeito tem sido contrário. O maior caixa dos EUA são da Apple. O valor de cada ação da Apple passou na última semana os US$ 500.00 e a experiência dos usuários cada vez mais intensa com as novidades anunciadas estrategicamente pelo Tim Cook.
Pra finalizar, continuo fazendo cocô e caminhando para o que falam. Se você gosta da telinha azul, faça bom proveito, o azul  faz bem para os olhos, acalma. Se você gosta de brincar de montar e desmontar máquinas, se gosta de formatar e instalar programas de 6 em 6 meses e se gosta de limpar o cache da máquina com uma certa frequência, sua experiência com a Apple vai ser chata, mas muito chata.

Quer conhecer um pouco mais sobre o mundo da Apple, te aconselho ouvir o CocaTech, um podcast diário incrível que vai te seduzir para este mundo da maça. O Gustavo, seu condutor diário, consegue manter um nível incrível na quanidade e qualidade de informações. Entra lá.http://feeds.feedburner.com/cocatechpodcast